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Falta de respeito – Sindsef/RO reage contra corte da GDEXT e protocola ação judicial

O auditório da sede administrativa do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Rondônia (Sindsef/RO), em Porto Velho, ficou lotado nesta sexta-feira, dia 29 de maio. Todos estavam unidos pelo mesmo sentimento de indignação após a recente retirada da Gratificação de Desempenho (GDEXT) de seus contracheques, o que gerou um impacto financeiro severo no orçamento familiar. Os servidores que estão na ativa ou no interior acompanharam a transmissão ao vivo pelo canal SindsefTV no YouTube.

Durante a assembleia, a diretoria executiva e a assessoria jurídica detalharam o histórico das negociações recentes em Brasília e a frustração nas agendas da Decipex e da Cogep. A gestão federal havia se comprometido formalmente a regularizar a situação e restabelecer os valores na folha de pagamento deste mês, promessa que acabou sendo descumprida. Para o Sindsef/RO, a atitude demonstra uma falta de respeito com os servidores de Rondônia que dedicaram suas vidas ao serviço público e à construção do estado.

Diante do cenário de impasse e da quebra de compromisso, o Sindsef/RO anunciou que não aceitará passivamente esse retrocesso e já acionou o corpo jurídico para dar uma resposta firme e imediata. O sindicato está protocolando uma ação judicial coletiva com pedido de tutela de urgência na Justiça Federal para exigir a reparação desse dano. Além do retorno imediato do pagamento integral da gratificação, a ação contemplará pedidos de indenização por danos materiais e morais, servindo como uma barreira legal para que abusos semelhantes não voltem a acontecer.

Almir José ressaltou que o pior de tudo foi o governo ter mentido para a categoria, já que, em reunião com a diretoria do sindicato, a gestão havia se comprometido a restabelecer esses valores ainda este mês e não cumpriu com a palavra. Esse foi o motivo pelo qual a entidade entrou imediatamente com uma ação judicial e pedido de tutela de urgência para reparar esse desrespeito. “Estamos falando de um direito legítimo e de um impacto de mais de mil reais no orçamento de quem depende desse dinheiro para colocar o pão na mesa, pagar a luz, a água e viver com dignidade”, afirmou.

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