terça-feira, maio 28, 2024
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Porque ‘Enem dos Concursos’ pode gerar colapso no setor público

DEC da Condsef/Fenadsef perguntou a servidores do MinC e vinculadas sobre intenção e motivos para fazer um outro concurso. 75% dos que responderam vão fazer o Concurso Nacional Unificado. Mais de 90% ficariam se governo atendesse demandas do setor

 Públicado: 08/02/2024 

Pesquisa revela porque 'Enem dos Concursos' pode gerar colapso no setor público

Reprodução/DR

Condsef/Fenadsef

Uma pesquisa feita pelo Departamento de Educação e Cultura (DEC) da Condsef/Fenadsef com servidores do Ministério da Cultura chama a atenção para um efeito colateral que o Concurso Nacional Unificado (“Enem dos Concursos”) pode provocar em diversas carreiras do Executivo Federal que reivindicam reestruturação. A pesquisa contou com 589 participantes, o que representa cerca de 30% dos servidores ativos do MinC e vinculadas, e perguntou, entre outras questões, sobre intenções e motivos da categoria em realizar concurso para uma outra carreira. 

Quase 70% dos participantes revelaram estudar para outros concursos. Desses, mais de 75% vão participar do Concurso Nacional Unificado, o “Enem dos Concursos”. Apesar disso, mais de 90% dos servidores responderam que, se o governo acatasse as demandas da Cultura, permaneceriam nos quadros do MinC e vinculadas. 


Reprodução Google Formulários

Os dados dessa pesquisa apontam para um fato que deve ser considerado pelo governo. A evasão no Executivo Federal acontece, em muitos casos, exclusivamente pela falta de valorização das carreiras. No Concurso Nacional Unificado o governo oferece 50 novas vagas para o Ministério da Cultura, mas há uma possibilidade real dessa quantidade de novos servidores, extramamente necessária, ser insuficiente e, inclusive, menor do que a de servidores que podem deixar o ministério caso passem em outros concursos. Esse, certamente, não é um caso isolado da Cultura. 


Reprodução Google Formulários

Para o DEC, a pesquisa é importante por apontar ao governo que há um risco real não só de perder mão-de-obra especializada, mas também servidores que detém conhecimento estratégico sobre áreas chave da Cultura, tendo como critério principal a falta de valorização de seus trabalhos. “Nada mais justo que um trabalhor buscar melhores condições de vida”, destaca post no Instragram que divulga e conclui sobre a pesquisa. “Não temos intenção de expor, muito menos recriminar colegas que buscam algo simples: dignidade”. 

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