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Governo sanciona projeto que reestrutura carreiras e cria 13 mil novos cargos para professor

G1

O presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta segunda-feira (30), um projeto de lei que reestrutura parte do serviço público federal e cria mais de 24 mil novos cargos efetivos.

Na área da educação, a nova legislação prevê a criação de 3,8 mil vagas para professores do ensino superior e mais de 9,5 mil para os Institutos Federais de educação, ciência e tecnologia.

De acordo com o governo, as medidas podem gerar impacto de até R$ 5,3 bilhões em 2026.

Segundo o ministério da Gestão, apesar de estarem previstos no Orçamento de 2026, os valores “não necessariamente serão executados integralmente no ano porque eles dependem da implantação dos Institutos Federais de Educação e da própria realização ou finalização dos concursos para os cargos que estão sendo criados”.

Os valores representam cerca de 1,5% do total das despesas com pessoal do executivo federal já previstas no orçamento de 2026.

A proposta cria:

  • 225 cargos na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);
  • 6 mil vagas para universidades federais, entre professores e analistas;
  • mais de 16 mil vagas para a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica;
  • 1,5 mil cargos técnicos no Ministério da Gestão e da Inovação.

O projeto também cria o Instituto Federal do Sertão Paraibano, a partir de um desmembramento do Instituto Federal da Paraíba (IFPB). O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), patrocinou esta medida e acompanhou a sanção da proposta ao lado do presidente Lula.

O texto muda as regras para incentivar a qualificação, por exemplo, de professores que atuam em instituições federais, escolas básicas e universidades.

O incentivo, por meio do aumento da remuneração, acontece à medida que o servidor obtém uma formação acadêmica acima daquela exigida pelo concurso que o selecionou.

A carreira de analista técnico do Poder Executivo Federal (ATE) também é uma novidade e foi criada a partir da reorganização de cargos administrativos já existentes.

O projeto cria o Instituto Federal do Sertão Paraibano, a partir de um desmembramento do Instituto Federal da Paraíba (IFPB). O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), patrocinou esta medida e acompanhou a sanção da proposta com o presidente Lula.

O projeto também prevê:

  • criação de gratificações para servidores;
  • possibilidade de jornadas em regime de plantão;
  • realização de perícias médicas por telemedicina;
  • reajustes salariais para algumas carreiras, como auditores-fiscais;
  • ampliação de benefícios para servidores que atuam em regiões de fronteira.

A sanção faz parte da proposta da ministra Esther Dweck, da Gestão e da Inovação em Serviço Público de reestruturação da carreira pública federal.

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